É simplesmente injusto. É caso perdido, daqueles que não se tem a quem recorrer. Irremediável. E única certeza de qualquer ser vivo. Uma hora se envelhece, e morre. Ou morre sem envelhecer, mas morre. Acho morrer nada demais, na verdade. Como não se sabe de fato o que há depois, só resta especulação, teoria, crenças e fés; e isso tudo é ainda possibilidade. Não fico me remoendo diante de possibilidades e especulações, que seja o que tiver de ser. Lá a gente vê. Mesmo que “lá” seja o nada, o silêncio. Pior nesse caso é pra quem fica; da saudade que sentimos quando vivos, todos têm certeza absoluta. Essa é velha conhecida, comprovada, entranhada na carne e na alma. O que me aporrinha e exaspera é a brevidade da vida. É chegar no melhor momento, no cume da montanha e perceber que dali, só ladeira abaixo. É fenecer. Aí é que mora a ironia e a injustiça dos fatos. Faço hoje dezoito anos. Percebo, sem vaidade ou falsa modéstia, que nunca estive melhor. Os pensamentos cada vez mais ágeis, a plenitude do corpo e dos sentidos, a autonomia e a independência provenientes de não dever nada a quem quer que seja, o auto-conhecimento. A sexualidade, finalmente inteira. Mais sei do que não sei do que gosto ou não gosto, do que quero ou não quero. A junção ideal entre um pouco mais de sabedoria e vigor físico. O auge. E agora, quando tudo isso foi conquistado, eu devo envelhecer. Existe esse ponto de encontro entre mente e corpo, no qual essas duas coisas estão mais equilibradas. Antes era só vitalidade, energia, flexibilidade. Com o tempo, vem o conhecimento das coisas e de si próprio, a segurança, a calma. E um belo dia essas coisas estão juntas no mesmo recipiente em perfeita alquimia. Mas isso dura apenas o tempo do reconhecimento- quando se descobre tal fato, ele já está se despedindo de você. Piscou, já era. E, por total impotência e impossibilidade de comandar a natureza, deve-se aprender a fazer o caminho contrário. Daqui pra frente, será cada vez mais cabeça e menos corpo. Mais sabedoria e menos virilidade. Pode-se protelar um pouco, tomar alguns cuidados, usufruir da ciência ou das tecnologias cosméticas para adiar ao máximo esse momento; mas escapatória, não há. O tempo é o senhor. E é curioso como esse senhor é mesmo relativo. Aos quinze, quase todos são eternos. Mais tarde, vem a percepção de que tudo passa rápido demais. E isso é uma pena, como disse Benjamin Button. O aspecto estético não é o que mais me tira o sono- claro que não creio que vá ficar feliz em ver minhas bochechas caírem sobre meu queixo, ou minhas mãos tomarem a aparência de um maracujá, ou mesmo meus peitos serem subjugados pela lei da gravidade. Mas sempre exercitei o desapego físico, nunca me confiei tanto nessa coisa de aparência. Me incomoda a perda da mobilidade, a dificuldade em amarrar os próprios sapatos, o cansaço, as limitações. A dependência. A morte em vida, isso sim, me apavora. Querer não quero, e acredito que ninguém em sã consciência de fato o queira; mas o inevitável envelhecimento só nos obriga a uma coisa: achar isso bom. De alguma forma, aproveitar as benesses que a idade traz. Aprender a se desprender, a se desmaterializar, volatilizando-se cada vez mais até que um dia só reste a consciência. Um dia, seremos todos pensamento. Ou alma, se preferir e acreditar. É por isso que eu tenho pressa. Cada dia mais urgente e faminta, quero tudo e quero agora.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
É simplesmente injusto. É caso perdido, daqueles que não se tem a quem recorrer. Irremediável. E única certeza de qualquer ser vivo. Uma hora se envelhece, e morre. Ou morre sem envelhecer, mas morre. Acho morrer nada demais, na verdade. Como não se sabe de fato o que há depois, só resta especulação, teoria, crenças e fés; e isso tudo é ainda possibilidade. Não fico me remoendo diante de possibilidades e especulações, que seja o que tiver de ser. Lá a gente vê. Mesmo que “lá” seja o nada, o silêncio. Pior nesse caso é pra quem fica; da saudade que sentimos quando vivos, todos têm certeza absoluta. Essa é velha conhecida, comprovada, entranhada na carne e na alma. O que me aporrinha e exaspera é a brevidade da vida. É chegar no melhor momento, no cume da montanha e perceber que dali, só ladeira abaixo. É fenecer. Aí é que mora a ironia e a injustiça dos fatos. Faço hoje dezoito anos. Percebo, sem vaidade ou falsa modéstia, que nunca estive melhor. Os pensamentos cada vez mais ágeis, a plenitude do corpo e dos sentidos, a autonomia e a independência provenientes de não dever nada a quem quer que seja, o auto-conhecimento. A sexualidade, finalmente inteira. Mais sei do que não sei do que gosto ou não gosto, do que quero ou não quero. A junção ideal entre um pouco mais de sabedoria e vigor físico. O auge. E agora, quando tudo isso foi conquistado, eu devo envelhecer. Existe esse ponto de encontro entre mente e corpo, no qual essas duas coisas estão mais equilibradas. Antes era só vitalidade, energia, flexibilidade. Com o tempo, vem o conhecimento das coisas e de si próprio, a segurança, a calma. E um belo dia essas coisas estão juntas no mesmo recipiente em perfeita alquimia. Mas isso dura apenas o tempo do reconhecimento- quando se descobre tal fato, ele já está se despedindo de você. Piscou, já era. E, por total impotência e impossibilidade de comandar a natureza, deve-se aprender a fazer o caminho contrário. Daqui pra frente, será cada vez mais cabeça e menos corpo. Mais sabedoria e menos virilidade. Pode-se protelar um pouco, tomar alguns cuidados, usufruir da ciência ou das tecnologias cosméticas para adiar ao máximo esse momento; mas escapatória, não há. O tempo é o senhor. E é curioso como esse senhor é mesmo relativo. Aos quinze, quase todos são eternos. Mais tarde, vem a percepção de que tudo passa rápido demais. E isso é uma pena, como disse Benjamin Button. O aspecto estético não é o que mais me tira o sono- claro que não creio que vá ficar feliz em ver minhas bochechas caírem sobre meu queixo, ou minhas mãos tomarem a aparência de um maracujá, ou mesmo meus peitos serem subjugados pela lei da gravidade. Mas sempre exercitei o desapego físico, nunca me confiei tanto nessa coisa de aparência. Me incomoda a perda da mobilidade, a dificuldade em amarrar os próprios sapatos, o cansaço, as limitações. A dependência. A morte em vida, isso sim, me apavora. Querer não quero, e acredito que ninguém em sã consciência de fato o queira; mas o inevitável envelhecimento só nos obriga a uma coisa: achar isso bom. De alguma forma, aproveitar as benesses que a idade traz. Aprender a se desprender, a se desmaterializar, volatilizando-se cada vez mais até que um dia só reste a consciência. Um dia, seremos todos pensamento. Ou alma, se preferir e acreditar. É por isso que eu tenho pressa. Cada dia mais urgente e faminta, quero tudo e quero agora.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
''Que seja doce. É sobre amor...Sobre o quanto ele tem me ensinado.Sobre a beleza que nasce da simplicidade.Sobre o que eu desejo deste e pra este amor.Que seja doce...Que seja doce...Que seja doce.Sempre. (...) ‘Que seja doce.’Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce, que seja doce, que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder.Tudo é tão vago como se fosse nada."
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
'Só existe um deus, e o seu nome é "MORTE".
E só há uma coisa a dizer para a morte : " Hoje Não" '
- Syrio Forel

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Quanto custa provocar um sorriso?
Um auto-sacrifício? Um momento único? Nossa definitivamente não sei como explicar isso, só sei que é muito legal provocar um sorriso em alguém, sorriso esse que pode aparecer em forma de abraço ou tapa mesmo.>.<
Pessoas vão e vem nesse mundo maluco mas algumas poucas se tornam únicas fazendo todo sofrimento diário sumir. Mesmo que aquela dor machuque cada sentimento da sua alma, basta um sorriso de quem se quer bem que tudo aquilo e torna nulo. Quem foi que disse que anjos não existem? E quem disse que pessoas estão limitadas a não voar? Do mesmo jeito que não possamos ganhar luas ou estrelas ou sorrisos!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Parto agora, com o coração cheio de saudade, com o peito apertando e com a boca cheia de palavras não ditas, estou partindo para saber o quão é grande o que sinto por você, parto agora com a vontade de ficar, com uma noite não despedida e com incertezas sobre seu amor por mim. Mas prometo pensar, prometo avaliar minhas ideias e prometo quando voltar terei certeza das palavras que irei te dizer...
- Mr.Killer
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Hoje eu fiz a pessoa que mais amo nesse mundo chorar, por ser eu mesma.
Descobri que a verdade dói, mas eu não queria que doesse nela o quanto ta doendo em mim agora .
Queria fazer ela feliz do jeito que eu sou, queria ver seu sorriso 24 hrs por dia, queria que ela não sofresse tanto , mas acima de tudo queria que ela entendesse que também não é fácil pra mim ver ela desse jeito, e que eu também to passando por problemas, assim como ela e não é nem um pouco fácil vê-la chorar, e saber que o motivo sou eu.
As pessoas com tanto incomodo, enchem nossas vidas, e inclusive a cabeça dela . Tão ingênua ,prefere ouvir os outros do que a mim , e eu não posso fazer nada, ela se recusa a ver a verdade , acha que estou no caminho errado e está decepcionada comigo .
E isso é triste, é triste saber que a pessoa que você mais confia nesse mundo, parece odiar o "verdadeiro eu ".
Descrevem uma figura minha como se eu fosse uma criminosa por pensar diferente, por me vestir diferente, por ser diferente , por ser eu mesma .
Me criticam, dizem que não tenho futuro , me xingam, e muitas vezes não sirvo pra nada. As vezes penso que é pra isso que serve uma família, pra te condenar ...
Eu sei. Tenho me tornado uma pessoa introspectiva para meus melhores amigos. Eu sempre fui tão prestativa, sempre sensata, procurando sempre dar conselhos baseada na razão, naquilo que é certo e justo . E deve ser por isso, por essa minha prestação de conselhos a qualquer hora, a qualquer custo, sem demora, que eu mal posso me calar que já começam a criticar. Mas... É por vocês que eu tenho me fechado, que não tenho mais pensado alto – como antes – quando vivia pelos cantos falando com meus botões.
Todo mundo precisa de um tempo pra si. E eu preciso do meu agora. Já que pessoas que vem me olhando torto, me achando louca, e inventando historias, resolveram te encher . Eu sei que tem gente que desacredita, que não confia mais em mim, que eu não posso mais contar segredos.
E é por isso que eu vivo pra dentro, sempre. Gosto dos amigos mais seletos, ou melhor, de um ou dois a quem posso confiar um pouco dos meus segredos, já que – por essência – não deixo ninguém me conhecer inteira, esse todo eu que me faz complexa demais pra qualquer um que não goste de ler, não goste de ouvir, não goste de entender e aceitar outras filosofias, que não goste de ver por outro ângulo.
Mas, vem aqui. Senta aqui do meu lado e me dá a sua mão. Sente? Agora chega mais perto um pouquinho. Encosta sua cabeça aqui no meu peito. Ouve? É, ele ta batendo forte, acelerado. É, dói de vez em quando, principalmente quando você me olha assim, com esse olhar profundo de tristeza, querendo me dizer o que se passa aí dentro de você.
Por favor... Eu preciso de você. Não faça nenhuma besteira, não se culpe. Ver você desse jeito, ele bate fraco, quase para. Meus olhos ficam um castanho opaco, sem graça. Me dá a sua mão. Não quero soltá-la nunca . Não me importo se daqui 50 anos sua mão esteja cansada, com rugas. Continuarei segurando , e beijando-a .
Eu queria te dar todo esse amor que eu guardo aqui dentro, que foi plantado aqui desde as primeiras poesias que você recitava pra mim e desde a primeira vez que você cantou a música de ninar que até hoje me dá sono.
Olha, não liga para os meus olhos marejados. É que eu já passei por tanta coisa que só em pensar em dividir minha vida com alguém, uma espécie de melodia começa a tocar dentro de mim.
Eu sei. Olhares mentem. E eu aprendi isso sozinha, jogando bolinhas de gude com as dores que levo no bolso. Mas, assim como aquele dia que eu te contei que por trás do livre-arbítrio existe aquela força que nos impulsiona a fazer o que deve ser feito. Eu sei que existe algo a mais no meu olhar que te mostra a minha alma e o quanto eu estou sendo sincera.( que só você sabe )
Olhe pra esses olhos castanhos aqui – que perto dos seus ficam tão sem graça. Dá pra enxergar a vida por eles? Por esses olhos de quem te ama?
O meu ser pequeno, é tão grande em teu ser, o teu jeito de lutar me ensina a viver .
Deixa eu te fazer feliz? Eu posso tirar toda essa dor que colocaram em você sem que você percebesse. Eu sei que posso. Eu posso, se você me aceitar como eu sou, vou cumprir o papel de filha.
Eu te amo, e espero que você nunca esqueça disso . ♥
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