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quinta-feira, 26 de abril de 2012

O que eu sou não lhe diz respeito, em parte nenhuma lhe toca. Nasci para poucos e morro por quase ninguém. Contradigo-me em passos de dança invisíveis, enlaçando pernas e prendendo bocas, querendo muito e gostando tão pouco. Não é insatisfação ou sofrimento, é só um tudo ao mesmo tempo agora que não respeita amor de menos, não aceita um gostar pouquinho e querer às vezes. Uma intensidade que não se conforma com noites únicas de começo, meio e fim. Se estou aqui é pela música, pela companhia, pra me perder. Jamais pra desperdiçar uma noite com quem não sabe conversar.


Não me pergunte o que eu faço da vida, isso é banal, é triste, é comum. Queira saber o que me faz feliz, meu ponto fraco pras cócegas. Não pergunte o que me dá dinheiro, porque este é o menor dos meus sucessos. Esqueça meu nome verdadeiro, se eu venho sempre aqui, se estou gostando da música. Agir sem naturalidade é o seu maior fracasso.


Se é mesmo importante que eu responda as perguntas que tanto desprezo, se definir o que sou vai te fazer mais feliz, se quer mesmo saber de mim, comece pelas entrelinhas. Pelo não dito. Pelo movimento dos cílios e as pupilas dilatadas, os olhos nervosos que não se fixam, o modo de apoiar o peso do corpo em uma das pernas e me preocupar com o cabelo. Olhe para as mãos que não sabem repousar e a voz que desafina. Por favor, sou tão ridiculamente fácil de decifrar e ainda insistem em seguir pelo caminho errado. Exponho-me tanto e ainda querem uma cartilha.


E fazem isso porque amam de relance, querem no momento e só por desafio. Porque têm preguiça ou medo de cumplicidade e acreditam perder a noite se optarem por se apaixonar pelo próprio ego. Porque perdem oportunidades de se calarem quando é papel dos olhos falar.


É por isso que eu estou sozinha nesse mundo de luzes e pessoas. É por isso que eu saio de casa e minha roupa não precisa agradar ninguém além de mim. Porque não deixo o calor da minha rotina pra ser prenda em vitrine.


O que eu sou não lhe diz respeito, em parte nenhuma lhe toca. Mas se quiser mesmo saber de mim, experimente não me perguntar. E talvez assim desperte minha vontade de contar.

Verônica H.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mesa pra Um

Últimos Dias de Toda minha  dramática  inspiração, 
e no radio ainda tocava aquela mesma canção 
Onde eu só Lembrava do seu primeiro "sim" 
quando você me disse " Não".

E o que tenho falado dos meus dias, 

Das minhas Poucas Horas e da minha covardia 
Onde Eu não fazia nada, e só ouvia o comentario:
 '' vejam aquele tonto, com seu vinho solitário"

Seria eu um louco , sóbrio e 

Desesperado ou  não ?
Talvez eu só sinta falta 
de segurar a sua mão .

Agora estamos distantes, 

sem chance de um recomeço,
Porque isso está acontecendo o ?
será mesmo que eu mereço ?

 As perguntas perturbam ,

Eu não encontro resposta,
Só imagino você,
 passar por aquela porta

E pedir mesa pra Dois,

e Vinho Depois 
Como antigamente ,
Quando Parecia 
que você Lia minha mente .

Mas hoje Pedirei. " mesa pra um,

Dose de desgosto,
e um vinho  comum"
 e a musica continuará a tocar,
Só que dessa vez, você não vai estar lá .

segunda-feira, 9 de abril de 2012





A Música  que me acalma, e que me faz Chorar desesperadamente...
No Volume Máximo , Ela encobre o meu Choro.
E Em meio a Tanta Lágrima , Cada Soluço equivale a Uma Nota .
Em Meio a Tamanho Desespero, Cada  Grito Equivale a Cada Palavra que ele Canta.
Cada Suspiro...
Falta de Ar...
Perca de Forças...
Forças pra Chorar...
Um Choro Angustiante, Inconsolável...
Me Consome, Como Toda e Qualquer nota da Música...
Meus Gritos Acompanham os Solos de Guitarra...
Meu Coração Acompanha as Batidas da mesma Bateria...
Meus Soluços incansáveis , Seguem cada nota do Baixo...
E Minhas Lágrimas acompanham o Ritmo da Música.
Essa Música parece não querer Parar de Tocar...
E quando penso que Esta acabando...A Musica se Repete Novamente...
E de novo... E mais Uma Vez... Ela não Para .
Repete-se inúmeras Vezes , Quando será que vai Acabar ? 
Não Acaba...
Não Vai Acabar...




Viu... A Música começou De novo .


Ela não Vai Acabar...
Porem , Chegará uma Hora que Eu vou me cansar Dessa Música ...
Terei Que me cansar ... 
Já me Cansei de Coisas Melhores e Também de Coisas Piores  que essa Música...
Mas enquanto eu não me canso, Deixo Ela Me Levar, Afinal , A Mesma Música que me Desespera , é A Mesma que em Acalma . 




terça-feira, 3 de abril de 2012

Isso te incomoda?

Somos um país de católicos, mas o Estado é laico. Significa que você pode ter a religião que quiser e sua liberdade de culto tem que ser respeitada. Mas, também deve ser respeitada essa liberdade de todas as outras religiões; e devem, inclusive, ser respeitados aqueles que não tem religião nenhuma. Por isso, a coisa pública não deve se misturar com a privada. Pelo fim dos símbolos religiosos nas repartições públicas, na moeda nacional e na Constituição. Que deus seja bastante louvado nos templos próprios para isso.
Alegria Cirque du Soleil clown (Yo queria- Cristian Castro)

"Não confunda qualidade de vida com nível de consumo"


A nossa sociedade separa os seres humanos como bons consumidores ou consumidores defeituosos. Para os primeiros, os serviços, a tecnologia e os bens de consumo estão acessíveis. Para os consumidores defeituosos, que não conseguem concretizar seus desejos, criados artificialmente pelos meio de comunicação de massa, resta o tratamento policial e a permanente exclusão do bolsão de riqueza dos centros urbanos modernos. Esses, têm que ir para as favelas do Terceiro Mundo, construir suas casas com o que sobra e viver sob um estado de vigilância permanente. É para conter estes, que a qualquer momento podem se rebelar e reivindicar a justiça e a igualdade material, que existe a polícia e as leis de exceção. Para isso os aparelhos de repressão são extremamente eficientes, pois é para isso que foram verdadeiramente criados

Um sistema de ensino que eduque, não que adestre

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